Estudantes de ensino médio
apresentam projetos sobre Física na Unicamp
No
próximo sábado, 2 de julho, cinco estudantes paulistas
apresentarão as soluções que desenvolveram para os 17
problemas do Torneio Internacional de Jovens Físicos,
que ocorrerá na Suíça, entre 14 e 20 de julho
O
Auditório do Instituto de Física Gleb Wataghin, na
Universidade de Campinas (Unicamp) receberá os cinco
estudantes paulistas de ensino médio que representarão
no Brasil na 18.a edição do Torneio Internacional de
Jovens Físicos - 18th International Young Physicists
Tournament (IYPT).
O evento se realizará entre os
dias 14 e 20 de julho na cidade Winterthur, próxima a
Zurique, onde está localizado o maior Centro de
Divulgação Ciências da Suíça.
A idéia desse
“aquecimento” na Unicamp é fazer com os alunos, duas
garotas e três rapazes, que têm entre 15 e 17 anos de
idade, ganhem desenvoltura e confiança na resolução e
explicação de cada um dos 17 problemas propostos pela
organização do Torneio Internacional de Jovens
Físicos.
As questões já estão disponíveis na
Internet desde agosto de 2004 e cada uma das 23 equipes
que participarão do meeting científico usam vários
recursos, como espectrômetros de massa e bobinas de alta
tensão, para resolvê-los. As apresentações começarão às
9 h e são abertas a qualquer interessado. A entrada é
franca.
Os problemas versam sobre os principais
temas da Física, como Mecânica, Eletromagnetismo,
Termodinâmica e Mecânica Quântica. Além disso, algumas
questões também tratam de assuntos teóricos, como
tunelamento quântico e mecânica de rotações.
No
evento promovido pela Unicamp, alunos de graduação e
professores de Física da Universidade também ajudarão a
resolver algumas dúvidas por parte dos jovens
estudantes.
O responsável é o doutorando Davi
Ribeiro Ortega, diretor-presidente da Optical Society of
American Student Chapter Unicamp (OSA-Unicamp). A OSA é
uma das maiores sociedades científicas do
mundo.
“Participar do processo de seleção e
preparação é muito importante para a OSA, pois aproxima
a universidade de jovens de alto potencial científico.
Essa aproximação permite que a sociedade tome
conhecimento dos recursos que a universidade dispõe e
auxilia o estudante na sua escolha profissional e na sua
preparação para os estudos acadêmicos”, afirma Davi
Ortega.
Os cinco alunos que irão participar da
equipe brasileira são de escolas particulares, têm
experiência em competições científicas e olimpíadas de
Astronomia, Física, Química e Matemática ou se
destacaram em suas escolas.
“São excelentes
alunos e aliam bons conhecimentos à desenvoltura e
autonomia, habilidades essenciais para resolver os
problemas”, diz o professor Ozimar Pereira, coordenador
da equipe brasileira.
“O treinamento na Unicamp
representa também uma oportunidade para o estudante ser
avaliado por pesquisadores da universidade, o que
permitirá correções nas soluções que serão apresentadas
no torneio, aumentando as chances do Brasil”,
acrescenta.
Com essa preparação intensiva, o
objetivo da delegação brasileira é ter um desempenho
superior ao de 2004. No ano passado, em sua primeira
participação, o Brasil obteve o 15º lugar, ficando à
frente de países importantes, como os Estados Unidos,
por exemplo.
“Desta vez estamos enviando um time
melhor selecionado e mais bem preparado”, informa Ozimar
Pereira. Da equipe de 2004, dois alunos voltarão este
ano: são Diogo Rodrigues Bercito e Emanuelle Roberta da
Silva.
“Foi uma experiência muito interessante.
Não é tão difícil quanto parece à primeira vista. Dá sim
para ter um bom resultado”, conta Diogo
Bercito.
O IYPT tem uma dinâmica interessante. É
uma competição baseada em conhecimentos teóricos e
práticos. As equipes são formadas por times que têm
entre três e cinco estudantes, todos de ensino médio. Há
estudantes de vários países do mundo.
“Para este
ano já está confirmada a participação de 23 times de 21
países. Do continente americano, participarão Brasil,
Estados Unidos e México”, diz o professor Ozimar
Pereira.
Além de estimular o interesse de jovens
estudantes pela Física, os objetivos do IYPT são
desenvolver o pensamento autônomo e crítico e incentivar
o trabalho investigativo e colaborativo.
Para
isso, são propostos pelo International Board do torneio,
17 problemas abertos de natureza investigativa para
serem debatidos, estudados e resolvidos ao longo do ano
que antecede o torneio internacional.
Alem de
Diogo e Emanuelle, também participarão do IYPT Daniel
Nogueira Meirelles de Souza, Juliana Ogassavara e
Marcelo Puppo Bigarella. (Dante Grecco, assessor de
imprensa do
IYPT)